Dra. Ana Clara Campos

Quantos ultrassons fazer na gravidez? O calendário completo do pré-natal

Publicado 2 de setembro de 2026 Dra Ana Clara Campos
Exames e Procedimentos
Quantos ultrassons fazer na gravidez? O calendário completo do pré-natal

Você descobriu a gravidez e já ouviu falar de "morfológico", "translucência nucal", "Doppler"... e agora está tentando entender: afinal, quantos ultrassons são realmente necessários durante a gestação? Existe um número fixo, igual para todas as gestantes, ou isso varia?

Neste artigo, a Dra. Ana Clara Campos, especialista em ultrassonografia obstétrica e medicina fetal em Itu/SP, organiza o calendário completo dos ultrassons do pré-natal: quantos exames costumam ser indicados, em qual semana cada um acontece e o que muda quando a gestação exige acompanhamento mais próximo.

Quantos ultrassons são recomendados na gravidez?

Não existe um número universal, porque o calendário depende do risco da gestação, do plano de saúde e da conduta do obstetra responsável. Ainda assim, é possível traçar uma referência: em uma gestação de baixo risco, o acompanhamento costuma incluir de 4 a 6 ultrassons ao longo dos nove meses, distribuídos entre os três trimestres. Em gestações de risco (gemelares, hipertensas, diabéticas, entre outras), esse número pode ser bem maior, já que alguns exames são repetidos periodicamente para monitorar a evolução.

É importante destacar: quem define o número exato e o momento de cada exame é sempre o médico obstetra que acompanha o pré-natal, considerando o histórico individual da gestante. Este artigo tem função orientativa, para que você entenda a lógica por trás do calendário e chegue mais preparada às consultas.

Calendário completo: os ultrassons por trimestre

A tabela abaixo resume os exames mais comuns em uma gestação de baixo risco, a semana ideal de realização e o principal objetivo de cada um.

Exame Semana ideal Trimestre Principal objetivo
Ultrassom inicial (confirmação da gestação) 6 a 8 semanas Confirmar gestação, localização e batimentos cardíacos
Morfológico do 1º trimestre 11 a 13 sem. 6 dias Translucência nucal e rastreio de alterações cromossômicas
Morfológico do 2º trimestre 20 a 24 semanas Avaliação detalhada da anatomia fetal
Doppler obstétrico (artérias uterinas) 20 a 24 semanas Rastreio de pré-eclâmpsia e função placentária
Cervicometria 20 a 24 semanas Medida do colo do útero (risco de parto prematuro)
Ecocardiograma fetal (se indicado) 24 a 28 semanas 2º/3º Avaliação cardíaca detalhada em gestações com fator de risco
Ultrassom obstétrico de rotina 28 a 32 semanas Crescimento fetal, posição e líquido amniótico
Ultrassom obstétrico + Doppler 34 a 36 semanas Avaliação final de crescimento, posição e vitalidade fetal

Vale reforçar: essa é uma referência de gestação sem fatores de risco. Exames como o ultrassom 3D/4D não entram nessa contagem por não terem, na maioria dos casos, indicação obrigatória: eles são complementares, com finalidade diagnóstica pontual ou afetiva, como explicado no artigo Ultrassom 3D e 4D: quando é indicado, como funciona e como se preparar.

1º trimestre: os primeiros exames da gestação

O primeiro ultrassom costuma ser solicitado assim que a gravidez é confirmada, entre 6 e 8 semanas, para verificar a localização da gestação (afastando gravidez ectópica) e identificar os batimentos cardíacos iniciais.

O exame mais importante deste trimestre, porém, é o morfológico do 1º trimestre, realizado entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias. Ele avalia a translucência nucal, o osso nasal e outros marcadores que, combinados a exames de sangue maternos, compõem o rastreamento combinado para trissomias como a Síndrome de Down. A janela de semanas é rígida: fora desse período, alguns marcadores perdem validade diagnóstica. Para entender cada estrutura avaliada nesse exame, veja o artigo completo: O que é o morfológico do 1º trimestre e por que ele é tão importante.

2º trimestre: o período mais denso do calendário

O segundo trimestre concentra o maior número de avaliações, porque é quando a anatomia fetal já está desenvolvida o suficiente para ser examinada em detalhe.

O morfológico do 2º trimestre (20 a 24 semanas, com janela ideal entre 22 e 24) é o exame mais aguardado da gestação: avalia sistematicamente cérebro, coração, coluna, rins, membros e órgãos internos do bebê, além da placenta e do líquido amniótico. Os detalhes de cada estrutura avaliada estão no artigo Morfológico de 2º trimestre: o que é avaliado e quando fazer.

Nessa mesma janela, costumam ser incorporados dois exames complementares:

Em gestações com fator de risco para cardiopatia congênita (histórico familiar, diabetes materna, suspeita no morfológico, entre outros), o obstetra pode solicitar também o ecocardiograma fetal, indicado entre 24 e 28 semanas. Esse exame é dedicado exclusivamente ao coração do bebê e vai além da triagem cardíaca básica do morfológico: os detalhes estão em Ecocardiograma fetal: quem precisa fazer e o que ele detecta.

3º trimestre: acompanhamento de crescimento e vitalidade

No terceiro trimestre, o foco muda: em vez de rastrear malformações, os exames passam a acompanhar o crescimento fetal, a posição do bebê, o volume de líquido amniótico e, quando indicado, a função placentária por meio do Doppler de artéria umbilical e cerebral média.

Em uma gestação sem intercorrências, costuma-se realizar um ultrassom por volta de 28 a 32 semanas e outro entre 34 e 36 semanas, próximo à reta final. Em gestações classificadas como de risco (restrição de crescimento, diabetes, hipertensão, pós-datismo, entre outras), o obstetra pode solicitar Doppler e ultrassons mais frequentes, às vezes a cada uma ou duas semanas, para acompanhar de perto a vitalidade fetal.

Por que gestações de risco fazem mais ultrassons?

Quando existe um fator de risco (hipertensão, diabetes, gestação gemelar, histórico de parto prematuro, restrição de crescimento, entre outros), o calendário deixa de seguir o padrão de baixo risco e passa a ser individualizado. Isso significa exames repetidos com intervalos mais curtos, não porque algo necessariamente está errado, mas porque o acompanhamento mais próximo permite identificar qualquer alteração o quanto antes e ajustar a conduta com segurança.

A decisão sobre quantos exames adicionais são necessários, e com qual frequência, é sempre do obstetra responsável pelo pré-natal, considerando o quadro clínico completo da gestante.

Ultrassom de rotina x exames especializados: qual a diferença?

Nem todo ultrassom da gestação tem o mesmo objetivo. A tabela abaixo ajuda a diferenciar:

Tipo de exame O que avalia Frequência
Ultrassom obstétrico de rotina Crescimento, posição, batimentos, líquido amniótico Ao longo de toda a gestação, conforme orientação médica
Morfológico (1º e 2º trimestre) Anatomia detalhada e rastreio de alterações estruturais/genéticas Uma vez em cada janela específica
Doppler obstétrico Fluxo sanguíneo entre mãe, placenta e bebê Rotina no 2º e 3º trimestre; repetido em gestações de risco
Ecocardiograma fetal Estrutura e função do coração fetal em detalhe Apenas quando há indicação específica
Ultrassom 3D/4D Imagem de superfície do bebê (face, membros) Complementar, sem periodicidade fixa

Como funciona o acompanhamento na clínica da Dra. Ana Clara Campos

Na clínica da Dra. Ana Clara Campos, em Itu/SP, cada exame do calendário de pré-natal é realizado com equipamento de alta resolução, seguindo os protocolos técnicos recomendados pela FMF (Fetal Medicine Foundation) e pelas principais sociedades de medicina fetal. Os exames são conduzidos pela própria especialista, que orienta a gestante sobre o que está sendo avaliado em cada etapa e entrega o laudo com as imagens do exame.

Como especialista em diagnóstico por imagem, a Dra. Ana Clara é responsável pela execução técnica e pelo laudo de cada ultrassom. As decisões clínicas sobre a conduta da gestação (frequência ideal de exames, necessidade de exames adicionais, intervenções em caso de alterações) são sempre definidas em conjunto com o médico obstetra responsável pelo pré-natal.

Perguntas frequentes sobre o calendário de ultrassons na gravidez

Quantos ultrassons fazer na gravidez, em média?

Em uma gestação de baixo risco, o calendário costuma incluir de 4 a 6 ultrassons: o exame inicial de confirmação, o morfológico do 1º trimestre, o morfológico do 2º trimestre e um ou dois ultrassons de acompanhamento no 3º trimestre. Em gestações de risco, esse número pode ser bem maior, conforme orientação do obstetra.

É possível fazer poucos ultrassons e ainda assim ter um pré-natal seguro?

O número mínimo recomendado pelas sociedades de obstetrícia inclui, no mínimo, o morfológico do 1º e do 2º trimestre, além de acompanhamento no 3º trimestre. Reduzir esse número sem orientação médica pode comprometer o rastreio de alterações que só são identificáveis em janelas específicas de semanas.

Qual é o ultrassom mais importante da gravidez?

Não existe um único exame "mais importante": o morfológico do 1º trimestre rastreia riscos genéticos precoces, e o morfológico do 2º trimestre detalha toda a anatomia fetal. Os dois são complementares e, juntos, formam a base do rastreio estrutural da gestação.

Todo ultrassom da gravidez precisa ser feito na mesma clínica?

Não há exigência legal, mas manter os exames com o mesmo especialista facilita a comparação de medidas ao longo da gestação e a identificação de qualquer variação entre um exame e outro. O ideal é alinhar essa escolha com o obstetra responsável pelo pré-natal.

O ultrassom 3D/4D conta como um dos exames obrigatórios do calendário?

Não. O 3D/4D é um exame complementar, sem periodicidade fixa no calendário de pré-natal. Ele pode ser realizado com finalidade diagnóstica pontual ou afetiva, mas não substitui nenhum dos morfológicos.

Gestação gemelar exige mais ultrassons?

Sim. Gestações múltiplas costumam ter acompanhamento mais frequente, com Doppler e cervicometria seriados, já que o risco de parto prematuro e de desequilíbrio de crescimento entre os bebês é maior. A frequência exata é definida pelo obstetra, considerando o tipo de gestação gemelar.

O plano de saúde cobre todos os ultrassons do calendário de pré-natal?

Os exames com indicação clínica, como os morfológicos, o Doppler obstétrico e o ecocardiograma fetal quando indicado, constam no rol de procedimentos da ANS, mas a cobertura pode variar conforme o plano e a operadora. Verifique diretamente com o seu plano de saúde; a clínica também atende de forma particular.


Organize o calendário de ultrassons da sua gestação com a Dra. Ana Clara Campos em Itu/SP. Equipamento de alta resolução, protocolos internacionais de medicina fetal e acompanhamento conduzido pela própria especialista em cada etapa do seu pré-natal. Agende pelo WhatsApp: (11) 91235-4747.